terça-feira, 31 de maio de 2011

OBSESSÃO E VAMPIRISMO

Obsessão e Vampirismo
Quem, mesmo não sendo espírita, já não ouviu falar em obsessão, em espírito obsessor? Mas apesar de ser um termo tão conhecido, existem muitos enganos sobre o que vem a ser exatamente uma obsessão. É importante frisar que existe a obsessão e o vampirismo, que são dois fenômenos diferentes, apesar de se confundirem muitas vezes.

Creio este ser um tema muito complexo, portanto não dá para ser abordado em um único post, mas gostaria apenas de fazer uma pequena introdução, para mais tarde destrinchar melhor o assunto, pois considero-o muito importante. Todos nós precisamos saber como ocorrem as influenciações espirituais negativas para saber diagnosticar quando estiverem ocorrendo conosco ou com aqueles com quem convivemos, afinal, nenhum de nós está imune a isso, apesar de ser relativamente fácil evitar.
Bom, para falar de uma maneira bem simples, a obsessão nada mais é do que alguém muito ligado a algo, seja um pensamento, um objeto ou uma pessoa, com uma idéia fixa. A gente até está acostumado a falar no dia-a-dia: “fulano está obcecado por aquilo...”. É mais ou menos assim. Dessa forma, o espírito acaba influenciando a pessoa, nos seus pensamentos e atitudes, dominando sua vontade.
O obsessor na verdade é apenas alguém como nós, a quem os sofrimentos e desenganos desequilibraram, certamente com a nossa participação. Isto é importante deixar bem claro, pois certamente o obsidiado (a vítima), possui alguma ligação com o obsessor, geralmente oriunda de vidas passadas, onde o obsidiado de hoje pode ter sido o algoz de ontem e que agora se apresenta como vítima, ou então, é o comparsa de crimes, que o cúmplice não quer perder, tudo fazendo para cerceá-lo em sua trajetória. E obviamente isso não é saudável para nenhum dos lados.

É interessante observar também que não só os desencarnados obsediam os encarnados. Os encarnados também podem obsediar um desencarnado, simplesmente com um sentimento, um pensamento fixo, atraindo-o para perto. E também há a obsessão de encarnados para encarnados.

Em relação ao vampirismo, vejamos o que André Luiz nos diz a respeito*: “Sem nos referirmos aos morcegos sugadores, o vampiro, entre os homens, é o fantasma dos mortos, que se retira do sepulcro, alta noite, para alimentar-se do sangue dos vivos. Não sei quem é o autor de semelhante definição, mas, no fundo, não está errada. Apenas cumpre considerar que, entre nós, vampiro é toda entidade ociosa que se vale, indebitamente, das possibilidades alheias e, em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é necessário reconhecer que eles atendem aos sinistros propósitos a qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo de carne dos homens.”

Assim como acontece na obsessão, o vampirismo também ocorre de maneira recíproca, ou seja, com participação de ambos os lados. E também ocorre de encarnado para encarnado, desta maneira: quando nos aproximamos de outra pessoa sempre ocorrerá uma simbiose energética, ou seja, estamos permanentemente trocando energias com as outras pessoas. Assim, no momento que cada um de nós interage com outros seres humanos que de nós se aproximam, estabelecemos com eles os mais variados tipos de combinações energéticas, influenciando-os e por eles sendo influenciados. Por isso que muitas vezes depois de nos encontrarmos com determinadas pessoas nos sentimos fracos, com um mal-estar inexplicável. Ocorre que esta pessoa pode ter sugado nossas energias, até mesmo sem perceber. As pessoas se tornam vampiros, ou sugadoras de energia, ao absorverem a energia do outro. Normalmente estas pessoas encontram-se desequilibradas e por isso ficam debilitadas. Quase sempre essas pessoas são egoístas e egocêntricas e sua presença torna desagradável o ambiente.

Mas... e como fazer para nos manter livres das influências espirituais negativas?

Bom, devemos sempre ter em mente que para eliminar as más influências é indispensável destruir a causa de atração, ou seja, o remédio mais eficaz contra as más influenciações espirituais é a vigilância constante contra as nossas próprias imperfeições morais, para que assim consigamos permanecer o mais equilibrado possível.

Devemos nos esforçar para temperar as nossas atividades diárias, sejam elas quais forem, com honestidade, dignidade, sinceridade, justiça, compreensão, tolerância, humildade, respeito, amor etc.

Bons hábitos de vida também são desejáveis. Tudo em excesso faz mal. Alimentação desregrada, fumo, bebidas alcoólicas... Tudo isso atrai para junto de nós os desencarnados que ainda se ligam a essas más paixões e que desejarão desfrutar um pouco desses vícios através dos encarnados.

Sentimentos negativos como ódio, mágoa, egoísmo, inveja, vaidade, orgulho, cupidez, assim como os desvios sexuais também causam enormes desequilíbrios, tornando-nos presas fáceis dos maus espíritos, pois esses sentimentos dentro de nós assemelham-se a um ímã, visto a atração que exercem.

Ninguém é perfeito, não somos santos, se assim fosse, não estaríamos aqui, mas é preciso que façamos nossa parte se quisermos realmente encontrar a verdadeira felicidade. A paz deve começar antes de tudo dentro de nós mesmos.

A realização do Evangelho no Lar é muito importante, pois cria um ambiente de luz, onde os espíritos dedicados ao Bem estarão sempre presentes. A presença de Espíritos iluminados no ambiente doméstico afasta aqueles de índole inferior, que desejam a desunião e a discórdia. Veja como proceder no post “Evangelho no Lar”.

Como já também já coloquei em outro post (A oração Segundo André Luiz), a oração é o mais eficiente antídoto do vampirismo. Portanto amigos, oremos sempre, pedindo a proteção Divina, e certamente, os bons espíritos, em nome da bondade e da misericórdia do nosso Pai, nos atenderão as preces, de acordo com o nosso merecimento.

Espero que tenha dado para esclarecer um pouco, depois abordarei novamente estes dois temas (obsessão e vampirismo).

Lembremos sempre do que nos falou nosso querido André Luiz*: “Não podemos evitar que a ave de rapina cruze os ares, sobre a nossa fronte, mas podemos impedir que faça ninho em nossa cabeça.”

Abraços a todos! Muita paz e luz!
BELLA ZINGARA STREGA DI LUCE

Obsessores, gente como a gente
:: Osvaldo Shimoda ::

O trato com a obsessão deve ser iluminado pelo amor fraterno. Os espíritos são gente como a gente. É gente que sofre e que, portanto, precisa de compreensão e paciência.
São pessoas em conflito consigo mesmas e, portanto, com os outros, com o mundo, com a vida, com Deus e com o próprio amor.
É um ser humano, uma pessoa. O que ele deseja, embora nunca o admita espontaneamente, é que tenhamos paciência para ouvi-lo, compreendê-lo, cuidar da sua dor, ainda que conscientemente também não a reconheça.
- Hermínio Correa Miranda, respeitado pesquisador, escritor, autor de mais de 30 obras do gênero).

A obsessão espiritual, na qualidade de doença ainda não catalogada nos manuais de medicina - que se estrutura em bases materialistas (o critério cientifico vigente é puramente organicista) e, portanto, não leva em consideração a existência da alma, do espírito -, mostra-se um dos mais antigos flagelos da humanidade, uma verdadeira epidemia.
Nas minhas observações clinicas em meu consultório tenho constatado que 95% de meus pacientes tem como causa de seus problemas o assédio de espíritos obsessores. A obsessão ocorre pela ação de espíritos desencarnados não esclarecidos, vingativos, que foram prejudicados em vidas passadas pelos pacientes.

Os efeitos da obsessão não se limitam às perturbações mentais do paciente, mas podem causar doenças mais complexas nem sempre diagnosticadas pela medicina, portanto, ainda não inseridas nos tratados de patologia médica.
Desta forma, se de um lado a obsessão espiritual é ignorada pela ciência materialista, do outro a Igreja a deturpa, considerando-a como atuação dos demônios. O filme Exorcista que foi passado há tempos nos cinemas, ilustra claramente a visão deturpada da Igreja Católica no trato com a obsessão espirítica.

É importante ressaltar que obsessores não são demônios, porque demônios não existem. O que existem são seres humanos como nós, dotados de razão e sentimentos, que sofrem e que também precisam de ajuda (embora a maioria não reconheça que precisa de ajuda, pois são movidos pelo ódio e desejo de vingança).
Aliás, não gosto dessa palavra obsessor, prefiro o termo presença espiritual, pois obsessor tem uma conotação discriminatória, vendo-o como o algoz e o obsediado (paciente) como a vitima. Em verdade, o paciente é vitima hoje, mas em vidas passadas foi o algoz, pois prejudicou o seu obsessor assassinando-o, estuprando-o, humilhando-o, etc.

Portanto, o algoz de hoje não passa de uma vitima do passado.Desta forma, na obsessão, o que ocorre é uma inversão de papéis. Em muitos casos, tais inversões (algoz e vítima) perduram em várias encarnações.
Neste aspecto, enquanto o ser humano alimentar sentimentos de ódio e vingança, a obsessão espiritual existirá ainda por muito tempo na crosta terrestre.

Certa ocasião, um paciente veio em meu consultório por conta de um zumbido que escutava ininterruptamente (24 horas) e que ia se agravando no decorrer do tempo.
Submeteu-se a todos os exames médicos necessários (audiometria, ressonância magnética) sem identificar a causa de seu problema.
Na primeira sessão de regressão, após iniciarmos, sua esposa que o acompanhava na regressão incorporou (era uma médium de incorporação consciente) uma entidade obsessora que disse ao paciente: Canalha, lembra de mim? Ou está se fazendo de esquecido? (O véu de esquecimento do passado não nos deixa recordar as nossas lembranças reencarnatórias).
Doutor, esse canalha não vale nada!

Se o senhor soubesse quem é esse crápula, nem iria ajudá-lo mais. Ele tirou a minha vida, a minha esposa e roubou todo o meu dinheiro. Eu tenho todos os motivos para acabar com a vida dele. O senhor concorda comigo?
Respondi que, enquanto terapeuta, não estava para julgar ninguém, mas para ajudar a todos, inclusive ele, caso quisesse.
Em seguida, perguntei-lhe se era ele que estava provocando o zumbido no paciente. Respondeu-me com uma sonora gargalhada.
Os obsessores espirituais utilizam diversas armas espirituais; no caso dele, introduziu no ouvido (perispírito) do paciente um artefato fluídico, imaterial, portanto, não detectável por nenhum aparelho médico, e que estava provocando esse zumbido com o intuito de perturbá-lo, enlouquecê-lo.

A cura da obsessão, conforme pregava o grande mestre Jesus, se dá através do amor e do perdão, ou seja, da reconciliação. Kardec, o codificador do Espiritismo dizia: Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso meio de que se dispõe para demover do obsessor o seu propósito maléfico. (Allan Kardec, no livro ‘A Gênese’).
Portanto, a única terapêutica a ser aplicada para casos de obsessão espiritual é o perdão mútuo para que ambos - obsessor e obsediado - possam se libertar das amarras do passado.

Caso Clínico: Insucesso na Vida
Mulher de 35 anos, solteira.

A Paciente veio ao meu consultório depressiva, querendo saber o porquê de sua vida estar truncada, amarrada.
Sua depressão era resultado de sucessivas frustrações na área afetiva, profissional e financeira. Enfim, sua vida não prosperava. Tudo o que fazia, não dava certo.
Montou um negócio em sociedade e faliu; nunca namorou firme, pois os homens, do mesmo jeito que se encantavam inicialmente, se desencantavam logo, não querendo mais continuar no namoro.
Sempre quis constituir uma família, mas por conta desse insucesso amoroso, nunca conseguiu.
Recentemente, se apaixonou por um homem, mas veio a descobrir que o mesmo tinha uma namorada. Embora houvesse uma afinidade, uma paixão mútua, ele não se definia em assumi-la.
Desta forma, me procurou querendo entender o motivo de sua vida não fluir, não deslanchar naturalmente.

Ao regredir, pedi que ela atravessasse um portão - que é um recurso técnico que utilizo como um portal da espiritualidade, separando o presente do passado, o mundo terreno do mundo espiritual.
Ao atravessá-lo, a paciente me relatou:
Vejo uma escuridão, umas névoas densas, escuras (astral inferior - é o mundo espiritual das trevas). Sinto uma presença espiritual, um vulto escuro, tenho a impressão que seja uma mulher...
Ela me diz que tenho que pagar tudo o que ela sofreu (pausa).

- Pergunte-lhe o que você fez para ela?
Você me tirou tudo!, diz gritando.

- Pergunte-lhe de que forma você tirou tudo dela - peço à paciente.
Ela diz que eu tirei a vida dela e de seus dois filhos.

- Pergunte se ela sabe onde estão os filhos dela - peço novamente à paciente.
“Eu não sei, mas o que adianta se não vai trazê-los de volta”, me respondeu.
Eu falo que não lembro do que fiz a ela (o véu do esquecimento realmente não nos deixa acessar, lembrar de acontecimentos de nossas vidas passadas).
Doutor Osvaldo, ela cerra seu punho e me diz com ódio: “Sua vida está tudo aqui na minha mão, tudo que você quer está comigo (dinheiro, negócios, amor). Eu vou soltá-la na hora que eu quiser!
Agora ela não quer mais falar comigo, está indo embora (paciente fala chorando).

- Tenha calma, peça em pensamento para que o seu mentor espiritual - espírito diretamente responsável pela nossa evolução espiritual - te oriente - peço à paciente.
Apareceu um homem, de cabelos brancos, barba grisalha, usa uma bata branca que vai até os pés.
Ele diz que eu preciso pedir luz para ela, e que com isso, ela vai amolecer porque tem um coração muito duro. O meu mentor falou para eu encaminhar preces de perdão para ela - esse é o caminho.
Fala que eu preciso ajudá-la nessa libertação, pois a ajudando vou estar ajudando a mim mesma.
Pede para eu encaminhar o meu pensamento a Deus, pedindo muita luz e perdão. Não obstante, diz que ainda vamos nos tornar grandes amigas.
Informa que ela está nas trevas há mais de 180 anos. Parece uma eternidade para nós do mundo terreno, mas no mundo espiritual ele diz que não é nada.
Esclarece que ela está cansada e precisa reencarnar, pois tem muitas coisas a aprender (pausa).
Ele me acena e me diz: “Fique em paz e não se desespere, pois tudo virá ao seu tempo certo”.

Após passar por sete sessões, na oitava sessão de regressão, pedi para ela descer uma escadaria (é outro recurso técnico que utilizo para aprofundar o relaxamento hipnótico), a paciente me relatou: “Nessa escadaria, vejo um casal de crianças descendo comigo. Os dois são loirinhos, clarinhos, usam roupas antigas; é um menino e uma menina. Os dois estão de mãos dadas querendo me mostrar alguma coisa... Eles me mostram uma casa onde moravam. É uma casa de uma época antiga, têm outras casas dos lados. Parece um sobrado, mas não consigo ver com clareza. A impressão que tenho é que essas crianças querem me mostrar o que aconteceu nessa casa (pausa). Agora estou vendo melhor, a casa foi incendiada e elas dizem que fui eu que a incendiei. Nesse incêndio, morreram essas duas crianças e a mãe.
Elas morreram sem mágoas de mim, mas a mãe ficou presa na escuridão com muito ódio de mim. É isso que elas queriam me mostrar. Elas querem que eu resgate a mãe das trevas para ela parar de sofrer. Vejo agora as crianças indo à minha direita, sempre de mãos dadas, saltitantes, alegres, e, do lado esquerdo, vejo a casa queimada. (Pausa)
Estou vendo se consigo localizar a mãe delas...
Vejo-a na escuridão, ela chora, estende os braços e diz: ‘Meus bebês’!
Ela está emocionada, chorando muito, ela os viu. Deixa tentar falar com ela...
Tento falar com ela, mas ela não me vê. Não sei o que fazer, não consigo falar com ela”.

- Pede ajuda para o seu mentor espiritual - peço à paciente.
“Ele fala que eu toquei num ponto muito doloroso e sensível dela, e que agora tenho que estender as mãos para tirá-la da escuridão.
Estou tentando trazê-la, ela chora muito, mas não consigo...
Vou tentar falar com ela (pausa).
Ela não está mais com raiva de mim, mas ficou muito triste. Ela quer se libertar, mas preciso ajudá-la, ela quer sair da escuridão (pausa). Agora ela está vindo... Estou estendendo os meus braços, ela vem chorando muito.
Diz que só quer os bebês dela de volta. Falo para ela que agora eles estão bem. Ela me agradece por trazê-los de volta (em verdade, foi o mentor espiritual da paciente que os trouxe do plano espiritual de luz para sensibilizá-la a pedir ajuda).
Digo que preciso que ela se liberte para eu também me libertar. Ela concorda, quer ir para a luz, não tem mais medo.
Ela me diz: ‘Eu te liberto, eu devolvo a sua vida! Eu te perdôo porque agora eu sei que os meus filhos estão bem. Eles não são lindos’?
Falo que hoje jamais faria o que fiz com eles no passado. Peço perdão para ela (paciente chora copiosamente).
Ela me diz que agora entende, me agradece e pede um abraço.
Diz que ainda vou ter um filho nos meus braços, e que vou sentir a alegria de ser mãe como ela sentiu.

Pede para eu esquecer a besteira que o meu namorado falou para mim (a paciente me relatou que o seu namorado lhe disse que nunca iria ter um filho com ela). Explica que, na verdade, o que ele falou não veio dele, e sim dela. Ela o influenciou para que dissesse aquilo para me humilhar e, com isso, queria que eu desistisse dele.
Diz para eu não me preocupar porque tudo vai voltar ao normal.
Pergunto se ela vai me ajudar a ter tudo de volta: trabalho, marido, filhos!
Ela me diz:
‘Calma, você vai ter tudo, mas tudo ao seu tempo! O que é seu vai ficar com você, vou te ajudar. Só quero que você continue orando por mim para eu conseguir me elevar. O seu mentor espiritual foi sábio quando lhe disse que ainda iríamos nos tornar amigas. Reze por mim e fique em paz. Estou no caminho da evolução e ainda preciso de sua ajuda’.
Ela me agradece, acena para mim. Está flutuando, entrando num lugar iluminado. Tem uma entidade espiritual de luz que a recebe. Ela está entrando e a luz está se extinguindo.
O meu mentor me fala: ‘Não foi tão difícil assim, não é mesmo’? Está sorrindo, satisfeito.
Comenta que ela estava sofrendo muito, que demorou, mas encontrou a luz.
Pede para ter paciência, calma, continuar orando para ela, pois assim que ela estiver bem, diz que irá me ajudar muito. E brevemente terei tudo de volta.
Diz ainda que daqui para frente, minha vida irá deslanchar. Pede novamente um pouquinho de paciência, porque a fase pior já passou. Fala para eu ficar na paz, está se despedindo de mim, me acena e vai em direção àquela Luz Maior”.

Bella Zingara Postado às 20:00 de 30 de Agosto...

OBSESSORES - UMA BATALHA DE LUZ E TREVAS

Existe uma intensa atividade permeando o universo físico e o espiritual. Forças e energias espirituais influenciam a vida dos encarnados, muitas vezes de forma negativa, provocando comportamentos e atitudes negativas, criando uma atmosfera densa de ódio e desespero. Esses espíritos ligados aos vivos e distantes da grande Luz Divina, vivem só para isso. Estamos falando dos obsessores.
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- Alex Alprim -
Obsessão: substantivo feminino. 1 - Diacronismo: antigo. 2 - Suposta apresentação repetida do demônio ao espirito. 3 - Apego exagerado a um sentimento ou a uma idéia desarrazoada. 4 - Ação de molestar com pedidos insistentes; impertinência, perseguição, vexação.
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Se pudéssemos enxergar o mundo espiritual como vemos o universo físico, perceberíamos um grande número de espíritos passando por nós a todo instante: em nossas casas, no trabalho e nas mais diversas atividades, tanto interagindo como atuando junto ao mundo dos encarnados.

Na Terra, existe um sem número de forças espirituais, e nem todas com "boas intenções". Na verdade - segundo a literatura espírita obtida até os dias atuais por meio de psicografias, mensagens e contatos mediúnicos - o plano de evolução espiritual em que se encontra nosso planeta o leva a ser um local de expiação, no qual se concentra um grande número de espíritos vibrando nas baixas freqüências.

Esses espíritos vivem imersos em correntes energéticas e emocionais de ódio, raiva, egoísmo, amor não-correspondido, entre outras emoções, e estão de tal forma presos ao plano físico que muitos acreditam ainda estar em seus corpos carnais. Assim, vivem próximos das pessoas com as quais um dia conviveram, afastando-se dos planos espirituais mais elevados e atrasando sua reencarnação.

Entre esses espíritos, ainda existem aqueles que têm a consciência de que estão mortos e que não habitam mais um corpo físico; mas como ainda estão presos às vibrações mais baixas do mundo espiritual, realizam ações que visam prejudicar os vivos e atrapalhar ao máximo a vida e a evolução espiritual de suas vítimas encarnadas. Esses espíritos são os que chamamos de obsessores.

A Obsessão Nasce

Eles nascem de diversas formas. Sua sensibilidade à Luz Divina foi embrutecida pelo tempo e por sua natureza moral. Eles ficam estagnados num círculo vicioso e numa obstinação tão intensa que não é raro se esquecerem quando e por que tudo começou.

Na maioria das vezes, estão tão cansados e vivem há tanto tempo nessa condição que não sabem mais como caminhar em direção ao esclarecimento e à Luz de Deus, necessitando assim de toda ajuda que lhes possa ser fornecida.

É fácil para nós imaginarmos o surgimento de tais obsessões pelo caminho do ódio. Afinal, sabemos do que os homens são capazes quando tomados pela raiva descontrolada; mas também surgem obsessões, até mais graves, em virtude do amor. O amor gera correntes que, unidas a outros sentimentos (egoísmo, apego, carência afetiva intensa, falta de auto-estima), podem produzir obsessões.

A revolta, a dor, a raiva, podem mudar a energia do amor; basta que exista um grande apego alimentado por um forte egoísmo, gerado num coração que viva uma grande carência, e teremos um espírito que sentirá uma grande dificuldade de se separar dos entes queridos.

Como o amor e o ódio estão separados por uma barreira quase imperceptível, em algumas oportunidades, imaginamos que um espírito está com ódio, quando, na verdade, ele pode estar escondendo a dor de um amor não correspondido; ou até mesmo pode ser uma entidade que ainda quer manter o apego que tinha em vida, agindo de forma a manter a outra pessoa presa ao círculo de sentimentos que demonstrava quando o espírito estava encarnado.

De todas as formas de obsessão, a gerada pelo amor é a pior de todas, pois aquele que ama sequer pode imaginar ou aceitar que, na verdade, está atrapalhando seus entes queridos. Ele acredita estar ajudando-os, supondo que não poderiam viver sem sua presença e auxílio.

A relação entre o obsessor e suas vítimas é variada e segue por caminhos tortuosos, mas que inevitavelmente levam à degradação física e moral do obsedado, o que, por fim, pode levar à "vitória" do espírito obsessor. Entre as formas conhecidas de obsessão, vamos a seguir analisar as maneiras de ataque

O Ataque das Trevas

Partindo do que observamos até o momento, percebemos que as obsessões são as ações que influenciam os vivos, estimulando reações e semeando a discórdia e o ódio, nascido da força exercida pelos espíritos inferiores. Eles influenciam maleficamente, como os demônios das histórias bíblicas, e assim como ocorre nessas histórias, as formas do obsessor atuar também são sutis e intangíveis, e só após muito tempo é que se tomam evidentes. Mas podemos dividi-Ias da seguinte forma:

Obsessão Simples

O espírito obsesso por meio da sua vontade, motivado pelos mais diversos sentimentos, exerce uma persistência férrea, tenaz, influenciando em todas as áreas da vida de sua vítima, provocando a ira de pessoas próximas, atrapalhando seus relacionamentos, atuando por meio de sugestões de pensamento que vão contra a forma habitual da vítima agir.

Na maior parte das vezes, com o auxílio da auto-análise e do bom-senso, a vítima afasta esses pensamentos "ruins" e retoma o controle da sua vida. E quando esse tipo de ataque é detectado, cabe ao obsedado confiar no caminho espiritual e fazer sua vida um exemplo de luz e de dedicação pessoal, pois dessa forma afasta a chance de novos ataques. Procurando praticar o bem, ele estará pautando sua vida de acordo com os ditames dos grandes mestres e livrando-se da ação do obsessor.
Fascinação

Esse tipo de obsessão é das mais difíceis de quebrar, isso porque a vítima não acredita que está sob efeito de qualquer força negativa. Na verdade, algumas vezes, ela julga que é a única que não está obsedada, enquanto todos à sua volta estariam.

Nesse caso, o espírito obsessor vai se inserindo discretamente e ganhando espaço na vida do obsedado; como uma planta daninha, vai se enraizando, plantando desconfianças e medos, manias e desejos, até o ponto em que se instala definitivamente. A pessoa estará de tal forma envolvida que quase se forma uma simbiose psíquica que, caso se concretize, tomará ainda mais complexa a situação.

Nesse caso, o bom senso e a autocrítica se esvaem e a pessoa precisa de uma intensa ajuda espiritual, do mais alto nível, para superar o assédio dessa força maligna. Às vezes, a obsessão leva a delírios nos quais o obsedado acredita ser uma pessoa com uma "missão divina", e pode até perder a razão, tornando-se um esquizofrênico, afastando-se do convívio social e, com o tempo, precisando de ajuda psiquiátrica.

Subjugação

É uma forma de obsessão na qual a vítima encarnada está sob domínio completo de uma força desencarnada. Quando esse tipo de obsessão ocorre, vemos a pessoa apática como se estivesse sonâmbula, tendo vontades que estão em desacordo com sua personalidade, e até afastando pessoas próximas que a critiquem ou que questionem suas "novas" atitudes.

O espírito obsessor não toma o lugar do espírito encarnado no corpo do obsedado. O que ocorre é uma supressão da vontade da vítima, por meio da supremacia da vontade do obsessor. Embora seja facilmente detectável, a sua cura exige uma mudança vibracional no obsedado, o que envolve uma grande disciplina moral e a aproximação aos ensinamentos e dogmas da Doutrina Espírita, de forma que leve o espírito obsessor a compreender sua falta e buscar o caminho da Luz Divina.

Auto-Obsessão

Mas ainda existem aqueles que, mesmo desencarnados, estão obsedados; e o pior, por eles mesmos. Tais espíritos acreditam serem pessoas sem valor e não se perdoam pelos" erros" que acreditam terem cometido em vida.

Eles acham que jamais poderão receber a Luz Divina e reingressar na via reencarnatória, pois estão presos a uma neurose espiritual tão intensa que os cega a tudo à sua volta. Em grande parte das vezes, infligem a si mesmos os mais diversos castigos e, mesmo quando recebem a ajuda de outros espíritos e das almas iluminadas, eles argumentam que seus crimes são imperdoáveis e anseiam por "castigos" que possam "purificá-los". Vivem acreditando que são indignos de qualquer perdão.

Mas a Luz Cura

Não existe como tratar a obsessão sem o apoio e o interesse de todas as pessoas envolvidas no caso. É necessário o envolvimento espiritual e pessoal para que tanto o obsessor quanto o obsedado se vejam livres das amarras que os prendem, de forma a alcançarem a luz e a liberdade.

Como a obsessão é um processo com profundas raízes espirituais, é preciso tomar cuidado e não agir solitariamente para debelar o problema. É sempre necessária a presença de um grupo considerável de médiuns, e o tratamento deve ser feito de preferência em um centro espírita ou outro local especializado nas práticas de curas espirituais.

A reunião para tratar tais casos tem características específicas, pois todos os esforços devem ser coordenados e deve-se agir com um grande senso de solidariedade e compaixão. Antes de começar o trabalho, é necessário definir o foco que será seguido, e todos deverão exercitar sua força de vontade de forma a que formem um só feixe de energia e de Luz Divina. O obsedado deverá ser assistido com práticas espirituais diárias, que sejam instrutivas e que lhe dêem um forte alicerce. Além disso, deverá praticar atos sadios e desenvolver novamente a sua força de vontade, quebrando as amarras e correntes que foram forjadas no universo espiritual.

A prece, mesmo que seja uma oração pessoal e singela, é de grande valor na prática da cura da obsessão. Ela deve ser acompanhada por meditações e pelo aprofundamento da vítima nos assuntos espirituais, pois isso lhe dará os recursos necessários para ir além e renascer para uma vida plena e livre das vontades obsessoras.

Deve ser dada igualmente uma especial atenção ao ambiente e ao lar do obsedado, o qual deve ser limpo das manifestações dos espíritos baixos, pois eles se manifestam com mais facilidade em ambientes sujos, malcuidados e com grande quantidade de energia negativa estagnada. Para melhorar esses ambientes é preciso livrar-se de plantas velhas e doentes, de coisas quebradas, e deixar o ar ventilar em todos os cômodos, além de sempre fazer orações e preces em todos os locais da casa onde se sinta a presença de forças obsessoras.

A família é uma grande chave para a cura da obsessão. É ela que toma possível a recuperação do obsedado, que fortalece a vítima por meio da infinita energia do amor e lhe dá a chance de recuperar o controle sobre sua vida. Recomenda-se a todos seguirem a prática espiritual da prece e a leitura de material espiritual inspira dor. Dessa forma, cria-se uma corrente fluí dica positiva em torno de todos, gerando a elevação da freqüência vibracional dos espíritos em volta das pessoas que estão imersas na situação; assim, elas recebem cada vez mais força e energia desses espíritos iluminados, gerando um círculo virtuoso e próspero de amor e luz.

O processo obsessivo possui sempre raízes profundas, e a melhora do estado obsessivo varia em cada caso. Algumas vezes, não notamos sinais de melhora, pois cremos que tudo deve ser instantâneo, como se fosse um remédio engolido às pressas para uma dor de cabeça. Depois, quando se vê que a cura demandará semanas, e não dias, abandonam-se as práticas e surge a descrença quanto à eficácia da cura, buscando outros recursos para se ver livre do obsessor. Mas, não raro, tais caminhos apenas levam a mais dor e problemas.

A perseverança é a ferramenta principal para a libertação do obsedado, e ela é necessária para seguir o tratamento e atingir os objetivos e metas da plenitude, da paz e da liberdade. A Bondade Divina atende a todos mediante o empenho de cada pessoa, que ela comunica ao universo, por meio de suas ações e dedicação, os caminhos e "atalhos" que lhe surgem à frente.

Além do que vimos anteriormente, existe uma ferramenta que é um dos recursos heróicos no combate à obsessão: é a chamada sessão de desobsessão. Essa sessão deve ser usada em casos extremos, quando tudo já foi tentado sem resultado e, pelos caminhos da humildade e da fé, mostra-se necessário ajudar alguém que sofre de tal mal.

Para tal é necessária a presença de um grupo de médiuns seguros, que exercitem a doutrina em todos os instantes de sua vida. Para o sucesso da sessão é preciso a tutela de um orientador que possua grande autoridade e uma intensa força de vontade, inabalável crença na Força Divina, a fim de se dirigir aos espíritos obsessores. Ele deve ser conhecedor do assunto, com prática e facilidade para expor a doutrina, e suas ações devem sempre ser o reflexo de suas palavras, não agindo com hipocrisia e tampouco se deixando levar pelo orgulho, pois ambas se tornam fissuras que prejudicam o trabalho espiritual da desobsessão.

Durante a sessão, ele deve agir procurando orientar, ensinar e esclarecer o obsessor quanto aos males que está praticando. Enquanto isso, todos os médiuns deverão se unir em um só coro espiritual de luz e oração.

Nessas reuniões - que devem ser feitas com um extremo cuidado e com preparo consciente por parte de todos - o obsedado não deverá estar presente, ficando em sua casa em meio a preces, leituras ou meditação, para auxiliar o trabalho. E a sessão deverá ser repetida ou retomada enquanto for necessário.

Concluída a conversão do obsessor, o ex-obsedado deve ser esclarecido quanto à necessidade de modificar os padrões de vida que o levaram àquela situação. Deve ser dito a ele tudo o que fez e que provocou tamanho caos. Não devemos poupar a pessoa, seja por sua sensibilidade ou por questões pessoais, pois assim estaríamos impedindo-a de crescer e evoluir espiritualmente.

Para evitar uma recaída, ele também deverá manter a disciplina desenvolvida durante a desobsessão, reforçando as suas defesas morais e espirituais, não deixando de tomar cuidado com suas ações e palavras, a fim de enriquecer sua vida espiritual e deixar as baixas vibrações para trás.

O QUE SÃO INCUBUS & SUCUBUS?

Os íncubus são demônios, ou espíritos que residem no baixo astral, que tomam a forma masculina, assim podem manter relações sexuais com as mulheres. Os súcubus, são demônios que assumem a forma feminina, desta forma mantém relações sexuais com os homens.
Estes seres são estudados e combatidos desde a antiguidade. Com o passar dos séculos e, devido a grandes ocultistas, magos, padres e freis, santos, dentre outros, foram feitos vários estudos sobre eles, suas influências, o que causam aos seres humanos, como agem, e várias outras coisas... mas, principalmente como combaté-los...

Santo Agostinho, livro 15 Cap. 23 em DE CIVITATE DEI, diz:
"É um fato de domínio público e que muitos afirmam have-lo experimentado ou escutado pessoas autorizadas que tenham experiência disso, que os Silvanos e os Faunos, vulgarmente chamados íncubus, tem atormentado com frequência às mulheres e saciado suas paixões. Além disto são tantos e de tal peso os que afirmam que certos demônios chamados pelos Gauleses, Dusios, intentaram e executaram essa animalidade que, negá-lo parece imprudência."

Alguns ocultistas, hermetistas, magos, estudiosos nestes assuntos,
informam-nos que os incubus e súcubus são gerados por formas pensamentos, que estão correlacionadas com a luxúria e a necessidade de satisfazer apetites animalescos, em âmbito sexual. Que estes pensamentos energéticos, distoam, em muito do amor verdadeiro que existe entre um homem e uma mulher. Estas formas pensamentos são geradas pela vontade de satisfazer as necessidades sexuais bizarras, apetites eróticos de uma mente desequilibrada...

Se compreendermos que os incubus e súcubus são formas mentais e, não são realmente espíritos, mas sim, demônios criados por nossas mentes, podemos entender que estes seres são mais temíveis e mais perigosos que os espíritos maléficos, pois, objetos sagrados, orações, exorcismos em nada adiantam para eles, pois não temem Deus, muito menos as coisas que Dele provém.

O padre Sinistrari d'Ameno em DE DOEMONIALITATE, refere-se aos íncubus e súcubus, dizendo:

"Para afastar o Espírito Malígno, para faze-lo tremer e rugir, é suficiente, como diz Guaccius, o Nome de Jesus ou de Maria, o signo da Cruz, a aproximação de santas relíquias ou de objetos bentos ..., ao sinal da Cruz, formado por um dos assistentes e pronunciando simplesmente o Nome de Jesus, faz Diabos desaparecerem conjuntamente."

"Os íncubus, ao contrário, submetidos a essas provas, não fogem de modo algum nem manifestam o mínimo susto ou pavor; às vezes é mesmo uma chacota ou escarneo que recebem os exorcistas; há também alguns que, além de mofarem do exorcismo, ainda dão uma sova no Exorcista e rasgam-lhe as vestes sagradas..."
"... enquanto que os íncubus não manifestam nenhum medo das coisas sagradas, provocam e induzem ao pecado.
Quem serão estes espíritos?"
Um fato curioso que não podería deixar de expor aqui, além de originarem-se de formas-pensamentos, existem várias outras origens. Alguns casos que vivenciei, os seres que falamos até agora eram, na verdade, espíritos desencarnados de maridos ou esposas que retornaram às suas práticas sexuais, com os que aqui na terra deixaram. Eles também podem pertencer a uma classe mutante dos elementais, quer sejam os gnomos, sílfos, etc.
Em suma, este assunto, sobre os íncubus e súcubus, é extremamente extenso e complexo.
Espero que pelo menos eu tenha exposto a título de conhecimentos gerais, para vocês.
Os íncubus e súcubus tentam as pessoas e sugam-lhes as energias, até o ponto de convalescência. Eles são extremamente perigosos.
Bem, chegamos a uma questão: como se livrar dos íncubus e dos súcubus? Se eles não são demônios ou espíritos maléficos, em nada adiantaría o exorcismo. Se não são humanos, não adiantaría, por sua vez, em nada os julgamentos e as leis dos homens...
Ora, vejamos o que escreve o padre Sinistrari acerca de como evitá -los ou, pelo menos, quais caminhos deveremos seguir:

"Guaccius, Comp. Malef., diz: "... inconfirmado pelos conhecimentos que temos de muitas ervas, pedras e substâncias animais que tem a virtude de expulsar ou afugentar os demônios, incubus e sucubus, como a arruda, o hipericão, a verbena, a calaminta, a mamona, a centúrea, o diamante, o coral, o azeviche, o jaspe, a pele da cabeça de um lobo ou de um asno, os mestruos das mulheres dentre centenas de outras coisas..."

Frei Zacharias Vicecomes em seu livro COMPLEMENTUM ARTIS EXORCISTICAE, editado em Veneza no ano de 1600, diz-nos algumas coisas para afugentar estes seres:

"A pedra Azeviche, encontrada no rio da Sicília, levada com a pessoa, destrói os malefícios, fantasmas e perseguições noturnas de demônios íncubus e súcubus..."

Este assunto pode parecer meio fantástico, ainda mais estando às portas do ano 2011, com toda a evolução científica e tecnológica... Todavia, devo ressalltar que tanto os íncubus quanto os súcubus existem. Já cuidei em Hospitais que trabalho, de pessoas que foram "atacadas" por esta classe de seres.
Estes seres não são de fácil compreensão, muito menos, tão fácil é livrar-nos deles, pois, os íncubus e os súcubos podem ter sua origem em vários sentidos...

Feitiço da Bruxinha Bella, para proteção física e espiritual
Fase da Lua: Minguante
Ingredientes:
- seu bastão
- sementes de mostarda
- três velas vermelhas
- bússola p/ marcar localização:NORTE,SUL,LESTE,OESTE

Este feitiço deve ser feito em lugar aberto.

Lance o círculo e coloque as três velas sobre o altar, representando a Deusa Tríplice. Acenda-as, pedindo bênçãos aos deuses, assim como proteção e o afastamento de toda a negatividade que está em seu corpo físico e espiritual.

Pegue um punhado das sementes de mostarda, esfregue-as em seu corpo e em seguida jogue-as em direção ao norte, dizendo:

Peço ajuda aos senhores da Terra, encaminhando o mal que está em meu corpo físico e espiritual.

Faça o mesmo com outro punhado de sementes, desta vez jogando-as ao Leste:

Peço ajuda aos senhores do Ar, encaminhando o mal que está em meu corpo físico e espiritual.

Jogue um punhado em direção ao Sul e diga:

Peço ajuda aos senhores do Fogo, encaminhando o mal que está em meu corpo físico e espiritual.

Jogue um punhado em direção ao Oeste e diga:

Peço ajuda aos senhores da Água, encaminhando o mal que está em meu corpo físico e espiritual.

Eleve seu bastão e diga:

Eu peço ajuda e proteção aos poderes do céu.

Toque o bastão no chão e diga:

Peço ajuda e proteção aos poderes da Terra.

Trace um pentagrama invocante no ar com o seu bastão, enquanto diz:

Eu invoco os poderes da Deusa e do Deus para que me protejam de toda negatividade.
A partir de agora nada poderá me atingir.
Que assim seja e que assim se faça, pelo bem de todos!

Sinta-se protegido pela força dos deuses. Quando tiver terminado, apague as velas e abra o círculo.
Bella Zingara Strega di Luci
Fechando postagem às 21:43/ 30 Agosto 2010

AUTO-DEMANDA
Olá irmãos

Que a paz de Oxalá esteja com todos!

Passando pelo blog Umbanda Online achei um texto muito interessante com o nome de "Doutrina da Demanda", eu gosto de chamar de demandar contra si mesmo, ás vezes ficamos preocupados de recebermos demandas, mas afirmo a todos os irmãos que nosso maior inimigo somos nós mesmos, antes de fazermos qualquer tarefa já pensamos "Não consigo" isso cria uma barreira e realmente fica mais díficil concluimos aquela tarefa isso é demandar contra si mesmo.
Bem leiam o texto da Auréa de Oliveira que é muito legal.

Temos na Umbanda uma “Doutrina de Demanda”, ou seja, qualquer problema que a pessoa esteja passando é visto como sendo uma demanda e muitas vezes é esquecida a responsabilidade da pessoa envolvida.Vejamos:

No Kardecismo tudo é encarado como um carma, (do sânscrito, ação), ou seja , resultado de nossas ações passadas, as vezes mal entendidos, como se fosse uma conta bancária que temos que saldar, e de qualquer forma a pessoa entende a sua responsabilidade.

No Budismo todo sofrimento é visto como uma ilusão decorrente do apego à matéria onde se entende que a pessoa tem a responsabilidade de se desapegar da matéria para livrar-se do sofrimento.

No Judaísmo, o ser reconhece os seus pecados e muitas vezes usa um “Bode Expiatório” para livrar-se dos erros por ele cometido, o “Bode” simboliza o sacrifício e mais do que isso, o auto-sacrificio para alcançar a absolvição.

No Catolicismo nascemos predestinados e podemos melhorar nossa situação, reconhecendo os nossos pecados, “Somos Todos Pecadores”, pedindo perdão e rezando para obter a absolvição e no catolicismo não há sacrifício animal, pois Jesus o “Ultimo Cordeiro”, dando seu “Sangue Por Nós” tendo assim o dom do perdão.

No Taoísmo o Tão é o Tudo, é o equilíbrio. O sofrimento vem quando a pessoa luta contra a sua natureza, quando age de forma antinatural, quando deixa de seguir o rumo do rio e a responsabilidade é assumida por reconhecer que está vivendo sem equilíbrio, a busca pelo “caminho Novo”, é algo que deve ser alcançado pelo ser.

Na Umbanda vivemos a “Doutrina da Demanda” que muito nos tem prejudicado, pois as pessoas tem esquecido as suas responsabilidades.Se analisarmos a maioria das demandas são feitas por nós mesmos com nossos comportamentos desregrados.Na “Doutrina da Demanda”, quando um filho de Fé não consegue resolver seus problemas, ele põe a culpa na Religião e se afasta dela, como se a Religião fosse uma fabrica de milagres ou como se os Guias fossem “Deus” que tudo podem.Vamos assumir a responsabilidade por nossa situação e lembrar que o melhor que a Religião nos oferece não são milagres de solução material, mas de “Reforma Intima”.

Dêem um basta á “Doutrina da Demanda”, expliquem aos médiuns e consulentes que podemos sim, limpa-los, desobsediá-los, quebrar demandas e encaminhar espíritos, mas o grande responsável pelas “Portas Negativas” que se abrem é a própria pessoa que uma vez limpa, deve dar início a reforma interior.O mundo exterior de cada um é apenas um reflexo do seu mundo interior, não existem grandes mudanças no exterior, na matéria, sem a mudança interior espiritual.Se vale a pena citar um exemplo, me lembro de um senhor que ao ver inúmeras amarras negativas e trabalhos serem desfeitos queria ele o nome da pessoa que tinha feito aquilo para o seu mal, e após insistir em saber quem tinha lhe feito mal, o Caboclo que estava atendendo solicitou ao Cambone que fosse buscar um espelho para que aquele senhor pudesse ver quem realmente o prejudicava...

Que Oxalá nos abençoe sempre

Saravá .'.

Não coloque a culpa no obsessor!




Na grande maioria das vezes, é comum uma pessoa se motivar em buscar sua espiritualidade porque experimenta um período de calamidades emocionais, crises financeiras e existenciais. As portas do mundo parecem fechadas para ela, e realmente é possível que estejam mesmo.

São momentos em que tudo dá errado, mas muito errado mesmo, a ponto de todos ao redor sentirem pena. Nesse instante não dá realmente para ignorar que tem algo estranho acontecendo. Além disso, muitas vezes o indivíduo adoece, sendo acometido por dores fortes e outras complicações físicas. Literalmente, o mundo caiu.

O que está acontecendo?

Na verdade, o mundo caiu mesmo porque foi construído ao longo da vida sem alicerce firme, e agora a pessoa está colhendo o que plantou.

Nesses momentos, a pessoa recorre a tudo que ela já tenha ouvido falar, procurando ajuda para renascer e sair dessa lama que sua vida se tornou. No desespero, inicia uma caminhada louca em busca de amenizar a dor e o sofrimento, muitas vezes sem medir as consequências. É comum a procura por milagres, milagreiros, gurus.

Não estou aqui desvalorizando a figura de tantas pessoas que existem nesse mundo, que estão ensinando, ajudando, se portando como verdadeiros mestres, que ajudam as pessoas a se entenderem em seus aprendizados. No Brasil e no mundo, existem milhares de seres bem intencionados, preparados, dedicados e verdadeiramente especiais, pois sem eles a situação do Planeta seria ainda pior.

Refiro-me ao fato de que quando a pessoa mergulha em um desespero, ela cria a tendência sempre de colocar a culpa no outro. Então, naturalmente ela também vai achar que a solução de seus problemas está com alguém externo e esse comportamento é condizente com quem está fora do eixo.

Nessa busca por amenizar a dor, é comum as pessoas buscarem igrejas, templos, religiões e filosofias que atribuem a causa de tanta desgraça, crises e problemas à presença de seres desencarnados chamados de obsessores ou encostos.

É claro que a influência produzida por espíritos desencarnados e desequilibrados é nociva! Porém, quero evidenciar que a culpa não é do encosto, do obsessor, do demônio ou sei lá de quem. A pessoa, por seu comportamento, seu padrão emocional e mental, a sua conduta de vida, moral, ética é que repele ou atrai tais influências.

Considero que a ajuda às pessoas que sofrem esse tipo de influência seja necessária e que as energias intrusas precisam ser removidas para que a pessoa viva feliz, mesmo porque, muitas vezes, sem ajuda externa ela não consegue se libertar sozinha. Só que atribuir toda a culpa de um fracasso atual para um "coitado" de um obsessor, puxa vida, aí é injustiça!

Pergunte-se em primeiro lugar: O que eu fiz para atrair esse tipo de influência? Por que eu estabeleci essa afinidade? Onde eu falhei? O que preciso mudar para isso não acontecer mais?

Bingo!!! É disso que estamos falando! A ajuda externa é importante sim, mas não vai adiantar nada se você não mudar a sua maneira antiga de pensar, e isso dá trabalho, requer empenho e dedicação.

Quantas pessoas se dizem obsidiadas, vão às suas igrejas fazer descarregos, limpezas, purificações, desobsessões, no entanto depois que voltam para casa, brigam com seus cônjuges, cultivam mágoa, ódio, consomem álcool, cigarros, etc e não mudam nada em seus comportamentos. E daí, o que será que acontece depois?

Não demora nada e a influência espiritual se forma outra vez. Isso tudo sabe por quê?

Porque a única diferença que existe entre uma pessoa e seu obsessor é que um está vivo e outro não, só isso. Estão sintonizados pelo padrão de pensamentos, pelos vícios compatíveis, emoções densas, etc. Desobsessão simples, sem grandes doses de consciência, dificulta a evolução de qualquer ser.

Quando a pessoa se purifica e se eleva, a afinidade com esses seres se desfaz. Com o padrão psíquico melhorando, passamos a atrair seres espirituais com intenções muito mais elevadas, se configurando nesse caso como uma bênção e não uma influência negativa.


Stum - Por Bruno J. Gimens

Quanto mais rezo mais assombração aparece!

Tenho certeza que em algum momento da sua vida você já pensou assim. Posso garantir que eu já pensei. Mas, analisando o ditado popular, podemos entender que o momento em que mais rezamos, normalmente é o momento em que mais estamos sofrendo perturbações, porque é difícil pensar em alguém que reze quando está tudo bem.

A maioria das pessoas não vem espontaneamente para o caminho espiritual, na verdade elas despencam. Procuram explicações quando tudo está meio perdido, nebuloso, triste, sem sentido. Algumas pessoas procuram por explicações profundas quando o amor foi embora, quando não sabem o caminho profissional a seguir, quando não têm mais opção. E ainda bem que sobra o espiritual...

Mas, dentro desta situação meio crítica, é natural que rezando as coisas vão se mostrando. Pois esse mergulho traz o autoconhecimento e com o tempo vamos percebendo que saímos do papel de vítima das situações e passamos a reconhecer que participamos ativamente dos eventos tristes. Pode ser que muitas vezes tenhamos entrado em processos amargos sem termos consciência, mas, com certeza, veremos que em outras situações fizemos coisas erradas, e nem sempre é fácil admitir nossos erros.

Falando sobre espíritos, obsessores, vamos perceber que energias negativas, assombrações, conectam-se com a tristeza, com a negatividade que estamos vibrando. Medo atrai medo, depressão atrai resultados tristes, quem não acredita no seu sucesso pessoal acaba por concretizar a derrota. Assim, de fato, as assombrações vão aparecendo quando rezamos, pois faz parte do processo do exorcismo de crenças negativas que carregamos dentro de nós.

Isso acontece nos grupos de meditação e nas vivências que faço. As pessoas chegam, se sensibilizam, e começam a refletir sobre suas escolhas, começam também a perceber as coisas que acontecem ao seu redor. Naturalmente se tornam mais observadoras em relação aos sonhos, às atitudes alheias, às crenças familiares. Às vezes, esse processo acaba sendo meio doloroso, porque não é fácil a tomada de consciência, mas vale a pena. No final, sempre saímos mais fortalecidos, mais confiantes, mais felizes. Mas, com certeza, essa energia mais tranqüila, equilibrada, só tem lugar quando as sombras se dissiparam.

Assim sendo, pense onde essas sombras estão escondidas em você. Pense na poeira que você guardou debaixo do tapete. Ver as sombras, reconhecer seus fantasmas faz parte de um amadurecimento espiritual. Pois não basta saber coisas lindas que lemos nos livros, textos e e-mails... precisamos praticar!

Estamos nesse mundo para resolver nossas pendências humanas, porque espiritualmente somos perfeitos, somos seres de luz, de amor. Assim, vamos investir nesse aprimoramento humano das relações com as pessoas, com o trabalho, com a família, com o amor. Vamos ter coragem de ver nossas sombras, nossos comportamentos orgulhosos, negativos, egoístas, e mudar aquilo que podemos dentro e fora de nós. As assombrações nasceram de onde faltou o amor...

Autora:Maria Silvia Orlovas
POSTADO POR BELLA ÀS 13:50 DE 27/12/2010

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